POP… OR NOT!


Spinning Bird Kick!
agosto 7, 2008, 4:00 pm
Filed under: Cinema, Games | Tags: , , , , , ,

A China está em alta. Além das Olimpíadas, cuja abertura será amanhã, dia 8/08/2008 às 8:08h da manhã (chineses paranóicos…), e do terceiro filme da franquia A Múmia, um outro longa virá em breve, este se tratando da chinesinha mais famosa do mundo, a adorada Chun-Li.

O longa se chamará Street Fighter: A Lenda de Chun-Li, ou seja, a trama central girará em torno da lutadora. Kristin Kreuk viverá a personagem principal e outros personagens da série já foram confirmados como Balrog (Michael Clarke Duncan), Vega (Taboo, do grupo Black Eyed Peas) e Charlie (Chris Klein). Segundo o roteirista Justin Marks, o foco aqui é na história e não tanto nas roupas coloridas ou nas lutas e poderes fantásticos. Devo dizer que acho isso um alívio (vide o fiasco do filme de 1994, com Jean-Claude Van Damme no papel de Guile e Kylie Minogue como Cammy). Street Fighter tem um universo imenso que envolve várias histórias interesantes, seria um erro destruir tudo isso para colocar cosplays em cena agindo como o video-game. De qualquer forma, tenho esperanças para este filme, acredito que ele vai conseguir ser tudo o que o seu predecessor não foi.

O filme está previsto para o dia 27 de Fevereiro de 2009 nos Estados Unidos, mas já é possível conferir algumas fotos* da produção:

Lembrando que Street Fighter IV tem lançamento previsto nos arcades para ainda esse ano!

*nota: fotos retiradas do site Herói.

Anúncios


7 coisas

Se você pensou que eu estava aqui para falar do novo single de Miley Cyrus (a enjoada Hannah Montana), se enganou. O sete no caso é outro. Se trata de NANA (ナナ).


NANA é uma série de mangás de muito sucesso, tanto que já ganhou adaptações para as telonas (2005 e 2006) e em anime (2006 e 2007). Em junho, a editora JBC anunciou que lançará o mangá por aqui, mas ainda sem uma data definida.

Bem, a essa altura você deve estar se perguntando: “Legal, mas o que tem a ver o sete?”. Pois bem, acontece que nana, em japonês, é sete! E é claro que isso é bem explorado durante toda a série.
Aliás, já é hora de darmos uma geral na trama!

Tudo gira em torno de duas mulheres que dividem o mesmo nome (eu realmente preciso dizer qual é?). Nana Oosaki (大崎 ナナ) é vocalista da banda punk BLACK STONES (BlaSt) e não vê a hora de estrear para deixar os sentimentos pelo ex-namorado, Ren Honjou (本城蓮), para trás. Os dois viviam juntos e tocavam na mesma banda, porém Ren recebeu a oferta de entrar para a TRAPNEST (T-nest), uma banda de grande sucesso, e para isso teria de se mudar para Tóquio, assim, deixando Nana.
Enquanto isso, em outra cidadezinha, Nana Komatsu vive quase que tranqüilamente, não fosse o fato de seu amigos e namorado terem se mudado para Tóquio. Por isso, ela junta dinheiro para poder viajar a Tóquio e se juntar a eles.
Komatsu é incrivelmente submissa e se apaixona facilmente por qualquer homem bonito e que a trate bem.
Eis que quando Komatsu consegue o dinheiro necessário e embarca no trem para sua viagem, ela se senta ao lado de ninguém mais ninguém menos que Nana Oosaki e descobre rapidamente que as duas têm o mesmo nome. Depois de várias outras coincidências, as duas acabam morando juntas e, mesmo com a diferença de gênios, as duas desenvolvem um amor muito grande uma pela outra. NANA foi escrita por Ai Yazawa (
矢沢あい ) e é publicada na revista Cookie japonesa.

Bem, considerando que a personagem principal tem uma banda, a música é um fator muito presente na série. Para as adaptações (tanto em live-action como a animada), foram chamadas cantoras famosas para dar voz às vocalistas das bandas BLACK STONES e TRAPNEST, Nana e Reira, respectivamente. Veja abaixo um pouco de cada uma:

MIKA NAKASHIMA (中島美嘉)
Ela viveu Nana Oosaki no cinema e fez muito sucesso com a música GLAMOROUS SKY no primeiro filme, escrita pela própria Ai Yazawa e composta por HYDE, vocalista da banda L’arc~en~ciel. O single vendeu mais de 440.000 cópias só em 2005. No segundo filme, a música principal foi Hitoiro (一色; uma cor), uma balada, que também foi um grande sucesso. No final de 2006, Mika lançou um álbum chamado THE END reunindo todas as músicas que fez para o filme. Para os lançamentos de NANA, ela usava o nome NANA starring MIKA NAKASHIMA.

YUNA ITO (伊藤 由奈)
Yuna deu vida à Reira Serizawa, também nos dois filmes. Sua principal música sob o nome de REIRA starring YUNA ITO é ENDLESS STORY, uma versão em japonês do hit
If I’m Not in Love de Jody Watley. O single, na época, vendeu quase tanto quanto GLAMOROUS SKY. No segundo filme, a música escolhida foi Truth, outra agradável balada. Apesar de ainda ser um sucesso, este último single não alcançou o mesmo patamar dos anteriores.

ANNA TSUCHIYA (土屋アンナ)
No anime, Anna era Nana, sob o nome de ANNA TSUCHIYA inspi’ NANA (BLACK STONES). As músicas da série animada, no geral, não atingiram o mesmo sucesso das canções dos filmes, mas ainda assim agradaram bastante o público. Entre as músicas de Anna, podemos citar rose e LUCY, duas músicas de rock bem pra cima que foram usadas como abertura para o anime. Kuroi Namida (黒い涙; lágrimas negras), uma linda power-ballad, foi a trilha para um dos encerramentos. No início de 2007, foi lançado um álbum reunindo essas e outras músicas inspiradas por NANA.

OLIVIA
Apesar de não ser tão conhecida quanto as outras cantoras, OLIVIA foi escolhida para cantar para o TRAPNEST, sob o nome OLIVIA inspi’ REIRA (TRAPNEST). Seu primeiro single sob esse nome, a little pain, ajudou a torná-la mais conhecida e a conquistar mais fãs pelo mundo todo. Vale ressaltar que essa música possui o mesmo refrão de Just Missed The Train, sucesso dos anos 90 pela cantora norueguesa Trine Rein, porém, nenhum crédito é dado aos compositores originais. Outras músicas que OLIVIA gravou para a série incluem Wish e Recorded Butterflies. Assim como Anna, no início de 2007 um álbum com essas e outras canções do anime foi lançado.

Um pouco antes do final do anime, foi lançada uma compilação especial chamada NANA BEST, que juntava as músicas de ANNA TSUCHIYA inspi’ NANA (BLACK STONES) e OLIVIA inspi’ REIRA (TRAPNEST) e ainda possuía algumas inéditas.

Nota: Lembrando que no anime, Anna e OLIVIA não dublavam os personagens, cediam a voz apenas quando elas cantavam.

NANA com certeza é recomendado para aqueles que gostam de uma história leve, divertida e com muita música!



Robôs também amam
julho 11, 2008, 2:08 am
Filed under: Cinema | Tags: , , ,

Desde que vi o trailer de WALL•E fiquei interessado em assistir por alguma razão desconhecida (talvez seja o momento fossa que nos propicia ao interesse involuntário por coisas melosas). De qualquer forma, terça-feira não tinha nada pra fazer e resolvi ir ao cinema conferir o filme. Devo dizer que superou minhas expectativas.Preciso de isqueiros dessa marca... duram 700 anos!

A princípio, pensei que seria apenas uma animação infantil bonitinha, com algumas piadas aqui e ali, uma liçãozinha de moral e essas coisas bem Disney. Entretanto ao decorrer do longa, o que pude perceber foi uma história envolvente, ainda com as características Disney, fato, mas também com as medidas certas de drama e comédia no desenrolar da trama.
E por falar na trama, vamos a ela! Por volta do ano 2100, a empresa Buy’n Large é a dominante na economia do planeta. Porém, a produção de produtos descartáveis aumenta a quantidade de lixo não-reciclável no território terrestre, fazendo com que robôs sejam criados para fazer a faxina na Terra, os WALL•E (sigla para Waste Allocation Load Lifter-Earth-Class). O governo, então, providencia um lugar onde a população mundial possa ficar para que o mundo volte a ser um lugar habitável. Toda a raça humana migra para uma espécie de nave espacial chamada Axiom, onde levariam uma vida com direito a toda mordomia high-tech possível até que a Terra voltasse ao normal. 700 anos depois, nosso querido planeta está ainda pior, com pilhas e pilhas de lixo compactadas pelo único WALL•E que restou, enquanto as pessoas continuam vivendo no espaço (com um ganho notável de peso, considerando que agora as máquinas fazem o serviço bruto). O pequeno robozinho, depois de tantos anos em atividade recolhendo objetos humanos, desenvolve uma personalidade. Além de fazer amizade com uma baratinha, ele guarda coisas que julga serem interessantes, como isqueiros, lâmpadas e patinhos de borracha. Mas o seu maior tesouro é uma fita VHS do musical Hello, Dolly!, que assiste dia após dia num videocassete conectado a um iPod (nota pessoal: imagina se desse pra encontrar isso no lixão de Carapicuiba!). As cenas românticas do musical mexem com a imaginação de WALL•E, despertando nele o desejo de um encontro amoroso, porém o coitado vive solitário na imensidão do planeta. Até que, no que parecia ser um dia normal, uma nave aterrisa perto do local de trabalho do robozinho e dela sai outro robô que se apresenta como EVA (EVE no original; sigla para Extraterrestrial Vegetation Evaluator). A missão de EVA é encontrar e levar ao comandante da Axiom uma espécime que realiza fotossíntese, para identificar vida orgânica na Terra, provando que ainda é possível a raça humana se reestabelecer por aqui. Mas claro que não seria tão fácil assim, pois WALL•E se apaixona (pois é!) por EVA e a segue até a Axiom para poder, finalmente, ter uma namorada, o que resulta em algumas confusões típicas, mas que divertem.

iPod da 90ª Geração?O filme traz essa crítica leve ao consumismo exagerado que não se preocupa com o meio ambiente e também ao “virtualismo” nas relações humanas de hoje em dia, com a internet diminuindo o contato físico. Particularmente, acho um porre essas mensagens de “vamos-ser-bons-cidadãos”, mas neste caso acredito que tocar nesse assunto não influenciou no andamento de WALL•E. Mesmo sem falar quase nada, o robô é incrivelmente expressivo, e seu jeito curioso e atrapalhado rende algums boas tiradas. Porém, se você espera um filme engraçado como Shrek ou A Era do Gelo, se decepcionará. Piadas estão presentes, mas o roteiro está mais voltado para o romance dos dois robôs e para o problema da Terra. Se formos classificar, WALL•E transita na área da dramédia.

De qualquer forma, WALL•E é um ótimo filme pipoca, perfeito para aquele dia que você está em casa de bobeira e quer um programa rápido e fácil. Ah, e não poderia deixar de citar Presto, o divertido curta que antecede o filme principal.

Veja aqui o trailer de WALL•E